
BArt 6323 era o Batalhão de Artilharia onde em 74 segui inserido como Radiotelegrafista da CCS para Angola. Ao chegarmos ouvimos com tristeza na Rádio de Angola a dita Maria Turra dizer que mais um bando de assassinos acabara de chegar. Pouco tempo depois intitulavam-nos na mesma rádio como O Batalhão da Paz.
Afinal estávamos ali para dar o nosso contributo na descolonização, sacrificando os melhores anos da nossa juventude para que Angola encontrasse o entendimento e a Paz de que tanto necessitava rumo à Independência. Se essa paz foi largamente adiada isso já foi outra história. Aqui ficam algumas imagens da nossa passagem pela carismática Zala na região dos Dembos, por Bolongongo, Malange e a sua terrível guerra civil, e Luanda.
Pretendo com isto um avivar de recordações aos meus camaradas que comigo lá estiveram, mostrar como foi aos seus familiares, lembrar também aos militares portugueses em geral que estiveram em África em circunstâncias de verdadeiro pesadelo, e prestar-lhes a minha sentida homenagem especialmente e a título póstumo aos que regressaram dentro de um saco de plástico dessa guerra de legitimidade duvidosa.
A todos os camaradas de armas que aqui me visitem gostaria de dizer que terei o maior prazer na publicação dos comentários que eventualmente venham a fazer o que é possível em cada foto, porque um comentário incentiva o próximo e poderá gerar um salutar diálogo entre ex-companheiros de armas. Por outro lado só assim será justificado este meu esforço e poderão também enviar-me por e-mail fotos e histórias passadas para que sejam aqui publicadas.
Este blogue como qualquer outro está em constante actualização pelo que ao regressares periódicamente encontrarás novas fotos NAS ÚLTIMAS PÁGINAS e não no início para que se mantenha uma certa ordem cronológica.
As fotos apresentadas nem sempre têm a qualidade que seria desejável, mas o tempo não perdoa, e o que realmente aqui interessa é o significado de cada uma.
(A propósito quase não tenho fotos de Bolongongo. Colabora!)
A Memória é o bem mais precioso do Homem.
Um grande abraço
Alberto Nogueira
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